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Quanto ao Dom de Línguas O Seminário Bíblico Palavra da Vida é uma entidade que deseja estar a serviço de todo o Corpo de Cristo, treinando alguns de seus membros na vida e no serviço cristão. Portanto, não deseja identificar-se com qualquer movimento faccionário ou anti-bíblico na sua ênfase doutrinária e prática. Para facilitar a lealdade a este ideal, o SBPV apresenta a sua posição doutrinária quanto ao dom de línguas. A. A Presença Constante do Espírito Santo Cremos que as seguintes frases: a promessa do Pai, a descida do Espírito Santo, a vinda do Consolador, o dom do Espírito Santo, o dom do Espírito Santo, a habitação do Espírito Santo, o batismo do Espírito - são todos termos gerais que descrevem um fenômeno distinto da dispensação atual. Cada um contém uma ênfase diferente, mas todos se referem à presença contínua e incondicional do Espírito Santo no Corpo de Cristo e nos membros individuais. Durante a época da Igreja o Espírito Santo vem habitar, uma vez por todas, em todo aquele que crê em Jesus Cristo para torná-lo membro do Corpo para sempre. Esta presença no crente é um fato a ser reconhecido e aceito e não uma experiência a ser procurada. B. A Manifestação Condicional do Espírito Santo. Cremos que os seguintes conceitos - o fruto do Espírito, andar no Espírito, ser cheio do Espírito, unção do Espírito, direção do Espírito, controle do Espírito, espiritualidade, procura e desenvolvimento dos dons espirituais, revestimento de poder, tristeza do Espírito, apagamento do Espírito - são manifestações temporárias condicionais da presença contínua do Espírito dentro de um indivíduo. Embora a presença do Espírito seja constante e incondicional, a Sua manifestação depende de duas coisas: - Primeira é a disposição humana. O Espírito que habita no homem Se entristece e não o controla enquanto houver pecado guardado. Mas quando o indivíduo confessa todo pecado (falha de submissão à vontade divina, desobediência aos mandamentos divinos nas Escrituras e incredulidade a respeito das promessas do próprio Espírito), Ele se manifesta em controle e transformação de vida.
- A segunda é a vontade divina. É sempre a Sua vontade encher e produzir fruto; não é a Sua vontade manifestar-Se da mesma maneira com todos. O Espírito é soberano e infinito e não pode ser moldado pelas normas do homem finito. Ele distribui os dons individualmente como e quando Lhe apraz. No entanto, a Sua atuação não contraria a Palavra revelada de Deus. O mesmo se aplica aos chamados dons de sinais (curas, milagres e profecias).
C. O Dom de Línguas - Não cremos que o dom de línguas seja para todos, nem que seja sinal de espiritualidade, nem que seja um dos melhores dons, nem que seja principalmente para a edificação da Igreja e nem que mereça ênfase na Igreja atual. Não cremos, ainda, que a presença do Espírito Santo e a obtenção de dons espirituais ocorram por mérito ou esforço humano.
- Cremos que o dom de línguas é a possibilidade dada por Deus de falar em língua não conhecida pelo indivíduo que fala. A sua finalidade principal é de ser sinal do poder de Deus aos incrédulos que ouvem e entendem a mensagem falada. Na medida em que este dom visava o povo judaico, nessa proporção, a sua função foi cumprida no tempo primitivo em que a Igreja estava sendo formada, primariamente, por judeus (I Co 1:22; 14:21,22). Uma finalidade secundária é a edificação da Igreja quando a mensagem é interpretada. Um resultado subordinado a estas finalidades é a edificação pessoal do indivíduo falando com Deus. O ensino bíblico sobre o dom coloca-o num contexto que dá mais importância aos outros dons (I Co 12:31; 14:1), que ensina meios melhores de convencer os pagãos (I Co 14:4,19), que exorta os amadurecidos (I Co 3:2; 13:11; 14:20; Hb 6:1). Paulo não proíbe o falar em línguas, mas dá critérios bíblicos bem específicos que devem orientar a sua atuação. Se estes princípios fossem aplicados sempre, não existiriam abuso e exagero, e o movimento atual não seria o problema que é.
- Destacamos aqui os seguintes princípios:
- Deve ser motivado e regularizado pelo amor (I Co 14:19 - sem amor é nada)
- Precisa subordinar-se à profecia (I Co 14:19 - 5 palavras x 10.000).
- Limita-se a dois ou três numa ocasião (I Co 14:27).
- O falar em público é proibido para mulher ( I Co 14:34).
- O falar em público exige intérprete (I Co 14:13,27,28).
- Sua finalidade é a edificação (I Co 14:26).
- Precisa concordar com os oráculos de Deus (I Pe 4:11).
- Precisa subordinar-se à revelação apostólica anterior (I Co 14:36-38).
- Precisa seguir decência e ordem ( I Co 14:40).
Obs : Antes de alguém representar o SBPV em ministério, precisa observar a posição doutrinária aqui declarada.
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